Acabei de ler esse artigo e pensei na hora em dividir com vocês. Acho que tem tudo a ver com o nosso curso, além de parecer ser uma leitura muito interessante. Eu pessoalmente fiquei muito interessada e espero que vocês também se interessem!
"Enrique Vila-Matas é um dos mais proeminentes escritores da atual literatura hispânica, nasceu em Barcelona em 1948 e já lançou 28 títulos em mais de 20 países. Seis de seus livros foram traduzidos para o Brasil: A viagem vertical, Bartleby e companhia, O mal de Montano, Paris não tem fim, Suicídios exemplares e acaba de sair do prelo Doutor Pasavento. Consagrado em 2006 com o prêmio da Real Academia Espanhola, uma de suas características é misturar sem medo ensaio e ficção, isso levou o crítico José Castello a dizer que sua obra “exige o aparecimento de um novo tipo de leitor, nem passivo nem ativo, mas desarmado e disposto a se deixar perturbar pelo que lê”, e a jornalista Bia Abramo a assinalar: “É um escritor singular, tão singular quanto os personagens que habitam seus livros”. Ao retratar, em três novelas, algumas das patologias que abalam grandes escritores, criou uma espécie informal de trilogia nomeada Catedral metaliterária, usando a literatura como marco de reflexão e ponto de fuga. Por essas e outras, a narrativa de Vila-Matas é leitura instigante e intrigante." (Revista da Cultura, edição 32)
No site tem também uma pequena entrevista com ele:
http://www2.livrariacultura.com.br/culturanews/rc32/index2.asp?page=literatura
Espero que gostem!
quarta-feira, 17 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
Leitura de O Corvo
Nossa, começar a ler no meio da aula.
Já imaginei que seria difícil, pois não estou num bom dia.Não estou conseguindo me concentrar em nada, por vários acontecimentos que me balançaram hoje.E ainda por cima com toda a agitação em volta... Tento. Antes dou uma pesquisada sobre a vida e trabalho de Edgar Allan Poe, e enquanto Fernanda faz o mesmo olho para o computador dela e vejo uma ilustração. Decido ler.
Começo com uma certa dificuldade de me concentrar, mas ao fim da primeira estrofe percebo que mesmo durante aquela curta parte da leitura mergulhei no texto. A ilustração que tinha visto foi crucial, o texto ganhou vida na minha cabeça. Terminei a primeira estrofe, voltei para a sala. Foi difícil recomeçar a próxima. A leitura foi assim até o final, mergulhava na leitura, mas por um curto período. Desconcentrava e aí era difícil começar de novo, mas quando recomeçava esquecia o resto. O texto para mim teve muita vida, e não reli muito. Tinha palavras e partes que não entendia bem, mas eu continuava e não tinha vontade de voltar, estava indo com texto. Terminei e não foi tão superficial quanto pensei que fosse ser, fiquei surpresa.
Já imaginei que seria difícil, pois não estou num bom dia.Não estou conseguindo me concentrar em nada, por vários acontecimentos que me balançaram hoje.E ainda por cima com toda a agitação em volta... Tento. Antes dou uma pesquisada sobre a vida e trabalho de Edgar Allan Poe, e enquanto Fernanda faz o mesmo olho para o computador dela e vejo uma ilustração. Decido ler.
Começo com uma certa dificuldade de me concentrar, mas ao fim da primeira estrofe percebo que mesmo durante aquela curta parte da leitura mergulhei no texto. A ilustração que tinha visto foi crucial, o texto ganhou vida na minha cabeça. Terminei a primeira estrofe, voltei para a sala. Foi difícil recomeçar a próxima. A leitura foi assim até o final, mergulhava na leitura, mas por um curto período. Desconcentrava e aí era difícil começar de novo, mas quando recomeçava esquecia o resto. O texto para mim teve muita vida, e não reli muito. Tinha palavras e partes que não entendia bem, mas eu continuava e não tinha vontade de voltar, estava indo com texto. Terminei e não foi tão superficial quanto pensei que fosse ser, fiquei surpresa.
quarta-feira, 10 de março de 2010
O tempo dos textos
Ao ler os textos de Rachel de Queiroz (Escrever e A "inspiração" não vem para todos), a entrevista com Jõao Cabral de Melo Neto e também o livro de Rainer Maria Rilke (Cartas a um Jovem Poeta) pude perceber concepções muito diferentes a respeito da escrita e do trabalho do escritor. Todas são leituras enriquecedoras e as concepções de cada autor são tão bem articuladas que concordei, ao ler, com todas elas, mesmo sabendo que são díspares. Fiquei intrigada com esse fato e percebi que não tenho ainda a menor idéia da minha própria concepção sobre a escrita.
De qualquer maneira, o que me chamou a atenção ainda mais foi o fato de todos os autores concordarem que o ato de escrever não é súbito ou repentino, e que pode demorar dias, meses ou até anos. Concordarem que a escrita sempre tem um período anterior, antes de ser entregue ao papel final.
Rachel de Queiroz compara o processo da escrita ao de uma gestação, como se você fosse cultivando a idéia e todos os seus detalhes até sua maturação, ou seu nascimento.
Para Rilke parece não ser muito diferente. Mesmo acreditando que as idéias ficam num lugar inacessível, nesse caso diferentemente do que Rachel de Queiroz nos transmite, o autor também cita a necessidade de um tempo, indefinido, até que as idéias e sentimentos amadureçam e estejam prontos.
João Cabral não utiliza termos como gestação ou parto, mas também trabalha com a idéia de que os textos não surgem prontos, de uma só vez. Para ele também é preciso um tempo, um período no qual planeja os aspectos do seu texto até que ele fique pronto, composto ou construído.
De qualquer maneira, o que me chamou a atenção ainda mais foi o fato de todos os autores concordarem que o ato de escrever não é súbito ou repentino, e que pode demorar dias, meses ou até anos. Concordarem que a escrita sempre tem um período anterior, antes de ser entregue ao papel final.
Rachel de Queiroz compara o processo da escrita ao de uma gestação, como se você fosse cultivando a idéia e todos os seus detalhes até sua maturação, ou seu nascimento.
Para Rilke parece não ser muito diferente. Mesmo acreditando que as idéias ficam num lugar inacessível, nesse caso diferentemente do que Rachel de Queiroz nos transmite, o autor também cita a necessidade de um tempo, indefinido, até que as idéias e sentimentos amadureçam e estejam prontos.
João Cabral não utiliza termos como gestação ou parto, mas também trabalha com a idéia de que os textos não surgem prontos, de uma só vez. Para ele também é preciso um tempo, um período no qual planeja os aspectos do seu texto até que ele fique pronto, composto ou construído.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Vou escrever para dizer que não estou conseguindo escrever. Hoje não tenho um tema ou algo sobre o que queira falar, a não ser dessa dificuldade. Estou desde ontem buscando e buscando algum assunto, mas ele simplesmente não vem. Eu até sei o porquê disso, mas também não consigo escrever sobre esse motivo (e não quero). Estou dizendo tudo isso pois tenho uma sensação de que se continuar me forçando a escrever sobre outra coisa simplesmente não conseguirei até que coloque isso para fora. Eu sei que esse texto está confuso e não dá para entender bem, mas é interessante pois é exatamente assim que meu pensamento está, é assim que estou me sentindo. Ainda não sei traduzir alguns sentimentos em palavras.
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