Nessa postagem deveríamos falar sobre os livros lidos. Pensei em um trecho para escolher e dividir com vocês, porém percebi que não há um trecho ou tema específico do livro que me chamou a atenção em si, mas o livro como um todo e a idéia que ele me passou. Não sei se o que vou colocar aqui é de fato algo que está no livro, algo que qualquer um que leia possa perceber. Também não sei se saberia explicar exatamente o que me levou a tais considerações, mas de qualquer forma foi o que mais ficou do livro para mim e é o que dividirei com vocês.
Ao falar de temas como infância, solidão, natureza (temas recorrentes na obra) Rilke me remeteu a sentimentos. A sensação que eu tinha sempre que o autor falava da importância desses temas para escrita era de que esses temas eram uma forma de entrar em contato com seus próprios sentimentos, para aí sim escrever. Não sei se seria para escrever sobre os sentimentos em si, mas só de entrar em contato com eles, esses já ficam muito presentes nas palavras, de forma que invadem, como se tivessem vida, o leitor de tais páginas. Daí, acredito eu, a apreciação que Rilke obteve e ainda obtém de tantas pessoas. Porque para mim ele trata, mesmo que indiretamente, de sentimentos. E esse na minha opinião é o tema central da vida de todos nós. Essa idéia não me surgiu somente agora, desde que estudava psicologia eu sempre pensei muito nisso. Pode parecer óbvio, ou não, mas sempre me peguei horas e horas pensando nisso. Tudo na nossa vida acaba sendo sobre nossos sentimentos. Mas essa é uma explicação que, se eu tiver, é muito mais longa e para um outro momento, que vai além do que eu pretendia escrever aqui.
Então fica minha idéia, e minhas sensações e sentimentos a respeito desse livro.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
A influência da escrita e seus reflexos nas obras de Graciliano Ramos e João Ubaldo Ribeiro
Discutimos bastante na sala os dois textos propostos, de João Ubaldo Ribeiro e de Graciliano Ramos, e a questão do que influencia a escrita continuou para mim. Como só havia lido um deles, na aula, fiquei com a idéia da discussão e tentei achar uma resposta, mesmo sem ler o outro ainda. Obviamente não cheguei a nenhuma resposta objetiva. O que pode influenciar uma pessoa a fazer e gostar de determinada coisa, como escrever, depende de inúmeros fatores, muitos dos quais não estão ao nosso alcance de análise. É claro que o ambiente da pessoa conta com um grande peso, mas outras experiências que podem parecer sem importância para os outros podem ter grande valor para a própria pessoa, mesmo que ela não perceba. Usando um termo bem técnico, seria algo como multifatorial.
De qualquer forma eu decidi então ler o outro texto, sem expectativas de encontrar uma resposta. Não, não encontrei resposta para esse fato, mas encontrei outra coisa. Me chamou muita a atenção o estilo de escrita de cada autor, o tom de seu texto. A escrita de João Ubaldo Ribeiro é leve, gostosa de ler, divertida. Passa uma sensação que eu imagino ter semelhança com a sua própria vivência do processo de leitura e escrita. O texto de Graciliano Ramos, por sua vez, passa uma sensação pesada, ele é duro de ler, como me parece que foram suas experiências.
Achei muito interessante e fiquei pensando que mesmo não influenciando diretamente o fato de alguém ser levado a escrever, o ambiente no qual essa pessoa vive ou viveu tem uma grande influência no seu estilo, no tom do seu trabalho. Me parece que isso é uma coisa mais direta, mas preciso ler mais autores e suas histórias.
Assinar:
Postagens (Atom)