“O não-leitor, diante de um texto escrito, não o compreende diretamente. Vê-se obrigado a transformá-lo em mensagem oral; é essa mensagem que ele entenderá. Esse trabalho de transformação é extremamente demorado e difícil, e não é possível, portanto, abordar dessa maneira um livro de trezentas paginas”
A partir do trecho extraído do Livro A leitura em Questão de Jean Foucambert, elabore uma reflexão sobre o que seria transformar um texto escrito em mensagem oral e sobre qual a relação desse tipo de leitura com o gosto por livros e por textos escritos em geral. (Pergunta da Larissa)
Entendo que a leitura deve ser um processo não apenas de decodificação das letras e palavras, mas sim um entendimento do sentido destas e uma elaboração cognitiva por parte do leitor. Um não leitor precisa ouvir, precisa da mensagem oral para que entenda. Não consegue elaborar as palavras, os sinais, diretamente e é necessário então um trabalho em dobro, por assim dizer. Dessa forma, é compreensível que para essas pessoas não exista gosto pela leitura, uma vez que essa vira um trabalho mecânico, sem interpretação rápida e muito trabalhoso.
Assim que li a pergunta pensei na hora no aprendizado de outra língua. Vou explicar: quando aprendemos outra língua podemos passar por processos diferentes. Um deles é traduzir palavra por palavra, para aí sim entender o que é dito. É trabalhoso e dificulta um entendimento mais amplo da mensagem. Geralmente as pessoas que passam por esse processo para aprender dizem não gostar de outras línguas. Por outro lado há aqueles que não fazem uma tradução simultânea da mensagem, tentando entendê-la no contexto. Essas pessoas costumam ter prazer em aprender outras línguas. Vejo uma grande relação entre esses processos e o de leitura por um não leitor, tendo consequências semelhantes.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Reflexão - Seminário 1
Como a evolução da escrita pode se relacionar com o processo de alfabetização das nossas crianças? (pergunta da Beatriz)
Quando penso no processo de alfabetização das crianças vejo uma grande semelhança com a evolução da escrita ao longo da história. Um primeiro momento da escrita foi a pictográfica, quando eram utilizados desenhos para representar as idéias. As crianças também utilizam desenhos como linguagem, antes da alfabetização. Quando começam a ser alfabetizadas aprendem que as palavras são compostas por diferentes sons, e que a representação pode ser feita a partir destes sons (o mesmo que ocorreu com a passagem para a escrita cuineiforme). As crianças ainda não sabem diferenciar o som que cada letra tem, mas sabem que aquelas letras podem representar o que eles querem dizer. Utilizam então as letras que conhecem primeiro, geralmente as do seu nome, para escrever o que querem. Já sabem que aquelas letras, combinadas, são utilizadas para representar os objetos e ações. Quando aprendem melhor o alfabeto começam a entender que cada letra possui um som específico, que combinado com outros formam as palavras que querem (como os povos antigos fizeram com a escrita cuineiforme). O processo então da evolução da escrita na história passou pelos mesmos momentos que a criança passa, com apenas uma diferença no espaço de tempo que ocorre.
Quando penso no processo de alfabetização das crianças vejo uma grande semelhança com a evolução da escrita ao longo da história. Um primeiro momento da escrita foi a pictográfica, quando eram utilizados desenhos para representar as idéias. As crianças também utilizam desenhos como linguagem, antes da alfabetização. Quando começam a ser alfabetizadas aprendem que as palavras são compostas por diferentes sons, e que a representação pode ser feita a partir destes sons (o mesmo que ocorreu com a passagem para a escrita cuineiforme). As crianças ainda não sabem diferenciar o som que cada letra tem, mas sabem que aquelas letras podem representar o que eles querem dizer. Utilizam então as letras que conhecem primeiro, geralmente as do seu nome, para escrever o que querem. Já sabem que aquelas letras, combinadas, são utilizadas para representar os objetos e ações. Quando aprendem melhor o alfabeto começam a entender que cada letra possui um som específico, que combinado com outros formam as palavras que querem (como os povos antigos fizeram com a escrita cuineiforme). O processo então da evolução da escrita na história passou pelos mesmos momentos que a criança passa, com apenas uma diferença no espaço de tempo que ocorre.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Reflexão (A leitura silenciosa) - Seminário 2
O texto “A história da leitura”, apresenta a passagem da leitura oral para a silenciosa, colocando a leitura silenciosa em evidencia como um ganho histórico. Com base no texto e levando em consideração suas experiências pessoais, reflita sobre a diferente sensação, interpretação e atenção que se dá a um texto lido silenciosamente por você, e um lido em voz alta para você. (Pergunta de Samanta)
Achei muito interessante a questão abordada pelo seminário. Sempre tenho mais dificuldade em compreender um texto quando lêem em voz alta para mim. Dessa forma, fiquei com uma idéia um tanto cristalizada de que a leitura silenciosa é muito melhor que uma leitura em voz alta. Sei que não é uma questão de melhor ou pior, mas isso é agora que parei para refletir de fato sobre o assunto. Até saberia antes, mas tem coisas que simplesmente não pensamos por não estarem fazendo parte do nosso cotidiano.
O seminário e o texto proposto me fizeram ponderar e ver tanto as vantagens como as desvantagens de cada tipo de leitura. Quando fiz isso lembrei então que muitas vezes eu já utilizei sim a leitura em voz alta. Vou dar um exemplo (engraçado, admito): algumas vezes que conversava pelo msn com um ex-namorado (sabe aquelas fases que você nunca sabe exatamente como conversar com a pessoa? pois então) sempre ficava na dúvida do que alguns comentários queriam dizer, qual era intenção e o sentido por trás daquelas palavras. Conversando com uma amiga, contei da conversa e o que ele havia dito. Nessa hora ouvi e compreendi de forma completamente diferente o que havia lido antes, pelo fato de que ter dado vida e sentido àquelas palavras ao colocá-las em voz alta. Quando li no texto que as palavras eram lidas para que ganhassem vida me identifiquei completamente!
Com essa e outras reflexões percebi então que utilizo sim de ambos os tipos de leituras, e acho que parando para pensar e definindo racionalmente os aspectos positivos e negativos posso utilizar agora de forma mais proveitosa as minhas diferentes possibilidades de leitura.
Mas deixo aqui um outro aspecto que não lembro de ter sido comentado: quando leio em voz alta para os outros aí sim tenho realmente mais dificuldade de compreensão. Comentamos bastante da dificuldade de entendermos o que nos é lido, mas acho que ficou esse ponto. Fica a minha opinião, mas não sei bem o porquê dessa dificuldade. O que vocês acham?
Achei muito interessante a questão abordada pelo seminário. Sempre tenho mais dificuldade em compreender um texto quando lêem em voz alta para mim. Dessa forma, fiquei com uma idéia um tanto cristalizada de que a leitura silenciosa é muito melhor que uma leitura em voz alta. Sei que não é uma questão de melhor ou pior, mas isso é agora que parei para refletir de fato sobre o assunto. Até saberia antes, mas tem coisas que simplesmente não pensamos por não estarem fazendo parte do nosso cotidiano.
O seminário e o texto proposto me fizeram ponderar e ver tanto as vantagens como as desvantagens de cada tipo de leitura. Quando fiz isso lembrei então que muitas vezes eu já utilizei sim a leitura em voz alta. Vou dar um exemplo (engraçado, admito): algumas vezes que conversava pelo msn com um ex-namorado (sabe aquelas fases que você nunca sabe exatamente como conversar com a pessoa? pois então) sempre ficava na dúvida do que alguns comentários queriam dizer, qual era intenção e o sentido por trás daquelas palavras. Conversando com uma amiga, contei da conversa e o que ele havia dito. Nessa hora ouvi e compreendi de forma completamente diferente o que havia lido antes, pelo fato de que ter dado vida e sentido àquelas palavras ao colocá-las em voz alta. Quando li no texto que as palavras eram lidas para que ganhassem vida me identifiquei completamente!
Com essa e outras reflexões percebi então que utilizo sim de ambos os tipos de leituras, e acho que parando para pensar e definindo racionalmente os aspectos positivos e negativos posso utilizar agora de forma mais proveitosa as minhas diferentes possibilidades de leitura.
Mas deixo aqui um outro aspecto que não lembro de ter sido comentado: quando leio em voz alta para os outros aí sim tenho realmente mais dificuldade de compreensão. Comentamos bastante da dificuldade de entendermos o que nos é lido, mas acho que ficou esse ponto. Fica a minha opinião, mas não sei bem o porquê dessa dificuldade. O que vocês acham?
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Pergunta
A escrita cuneiforme possibilitou maiores nuances de sentidos e matizes de significados, possibilitando assim o registro de uma literatura muito mais rica e complexa. A sofisticação na escrita aumentou muito, mas será que a escrita pode ser considerada tão rica ou eficiente quanto a nossa linguagem oral?
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