quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Papeizinhos

Outro dia fiz uma grande arrumação no meu quarto, sabe daquelas que você conta nos dedos as vezes que faz? Estava decidida a jogar muita coisa fora, pois não cabe mais quase nada no meu armário! Minha família sempre diz que eu guardo tranqueiras demais, e comecei a achar que eles tinham razão. Tirei absolutamente tudo do armário, todas as roupas e gavetas. Preciso confessar que sou bagunceira sim e não tenho a menor vocação para arrumação, logo fico mau humorada toda vez que preciso colocar muitas coisas em ordem. Mas não tinha jeito, então comecei pelas roupas e foi até que fácil. Consegui me desfazer do que não usava mais, coloquei algumas para consertar e guardei o resto. Até esse ponto estava achando que eu talvez tivesse aprendido a ser mais organizada e a guardar menos coisas, o que me deixou um tanto desconfiada. Foi então que cheguei nas gavetas de cartas, recadinhos e recordações em geral. Elas estavam abarrotadas de todo tipo de papeizinhos. Foi um desastre! Parei tudo o que estava fazendo e comecei a ser levada por todas aquelas recordações, todas aquelas palavras recheadas de lembranças e sentimentos. Li cartas que recebi, cartões, bilhetinhos que trocava no colégio com minhas amigas falando da festa do final de semana, entradas de shows aos quais fui... (sim, sou daquelas que guarda até os tickets de entrada do cinema) Tinha também fotos, mas me chamou a atenção como as palavras podem algumas vezes carregar muito mais. Elas não nos transportam apenas ao momento, mas também aos nossos pensamentos e sentimentos naquele instante. Fiquei horas ali.
Resultado?
Pro lixo mesmo, como havia proposto, pouca coisa foi, mas pelo menos passei uma tarde ótima em companhia daquela papelada!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O começo

Para mim, essa sempre foi a parte mais difícil do escrever. O começo. Claro que dessa vez não está sendo diferente. Tenho em mente tudo o quero dizer, mas traduzir em palavras é sempre um desafio. Aí começo a pensar que o nosso pensamento é formado por palavras, logo, por que é tão difícil começar se sei o que quero falar? Sempre é assim, e também sei que depois tudo fica mais fácil, e a escrita flui livremente.
Faço um paralelo, e admito que começar esse blog também está sendo difícil, assim como foi começar essa pequena reflexão. A idéia do blog a princípio pareceu estranha, depois divertida. Brinquei com o layout, até coloquei uma foto, mas não escrevi nada, ou seja, não comecei. E não, não foi por falta de tempo, pois quando entrei para editar a foto e o visual fiquei um bom tempo olhando para a tela pensando no que postar, mas sim pela mesma dificuldade que não sei explicar.
Pronto, comecei!
Escrevi e postei, e agora espero que assim como ficou mais fácil escrever esse texto fique também mais fácil fazer esse blog.

PS: Agora, depois de ler, percebo que uma das coisas que dificultam é sempre a insatisfação com o produto, e a sensação de  que o que escrevo fica sempre pior do que eu imaginava.

Nossa, como foi difícil tudo isso!!!!!! Ufa... agora vai.